Reforma Tributária: o que muda de 2026 a 2033
IBS, CBS, Imposto Seletivo e um período de transição de sete anos. Entenda o calendário da Reforma Tributária e como ela afeta empresas e produtores rurais.
A Reforma Tributária do consumo (Emenda Constitucional 132/2023) é a maior mudança no sistema de impostos do Brasil em décadas. Ela não acontece de uma vez: a transição se estende de 2026 até 2033. Entender esse calendário agora é o que separa quem se adapta com tranquilidade de quem é pego de surpresa.
O que está sendo substituído
Cinco tributos sobre o consumo deixam de existir e dão lugar a um modelo de IVA dual:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal, substitui PIS e COFINS.
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — estadual e municipal, substitui ICMS e ISS.
- Imposto Seletivo — incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
A lógica central é a não cumulatividade plena: o imposto pago nas etapas anteriores vira crédito, e a cobrança passa a ocorrer no destino, onde o bem ou serviço é consumido.
O calendário da transição
- 2026 — fase de teste. CBS e IBS começam com alíquotas simbólicas, para ajuste de sistemas. A maioria das empresas continua apurando pelo modelo atual.
- 2027 — a CBS entra em vigor de forma plena e PIS/COFINS são extintos. O Imposto Seletivo passa a valer.
- 2029 a 2032 — ICMS e ISS são reduzidos gradualmente, enquanto o IBS sobe na mesma proporção.
- 2033 — o novo sistema está plenamente em vigor e os tributos antigos deixam de existir.
São sete anos de convivência entre dois sistemas. Quem trata isso como “problema de 2033” perde tempo de preparação.
O impacto para o produtor rural
Para o agronegócio, a Reforma traz um ponto sensível: a identificação por CNPJ passa a ser a base do novo sistema, mesmo para quem sempre operou no CPF. Isso muda a forma de emitir notas, organizar a contabilidade e aproveitar créditos. Produtores precisam planejar essa migração ao longo de 2026.
O que fazer agora
A preparação não é burocrática — é estratégica. Vale revisar o regime tributário, mapear como os créditos vão funcionar na sua operação, ajustar sistemas de emissão de notas e simular o impacto nos preços e nas margens.
Na Ideal, acompanhamos a Reforma de perto para orientar empresas e produtores rurais em cada etapa da transição — para que você chegue a 2033 já adaptado, e não correndo atrás. Se quer entender o que muda no seu caso, fale com a nossa equipe.
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